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TENSÃO DE PASSO E TOQUE: O RISCO INVISÍVEL NA SUA INSTALAÇÃO 

O Ensaio que Valida a Segurança do Aterramento 

Em usinas solares e instalações elétricas de alta complexidade, onde há grandes áreas energizadas e diversas estruturas metálicas conectadas ao solo, o ensaio de Tensão de Passo e Toque é essencial para verificar se o aterramento oferece condições seguras e reduz riscos elétricos para pessoas que circulam pela área.

A malha de aterramento não é apenas uma exigência de projeto. Ela funciona como uma defesa ativa contra falhas de isolamento, descargas atmosféricas, correntes de falta e elevações perigosas de potencial no solo.

Quando ocorre uma corrente de falta para a terra, o solo ao redor do ponto de injeção pode sofrer uma elevação de potencial. É nesse cenário de dispersão de corrente que surgem dois riscos importantes para a segurança humana: a tensão de toque e a tensão de passo.

Tensão de toque é a diferença de potencial entre um ponto do solo e uma estrutura metálica que uma pessoa pode tocar.

Tensão de passo é a diferença de potencial entre dois pontos do solo separados pela distância média entre os pés de uma pessoa, geralmente considerada em torno de 1 metro.

O objetivo do ensaio de tensão de passo e toque é verificar se essas tensões permanecem dentro de condições seguras, reduzindo o risco de choque elétrico em áreas onde há circulação de pessoas, equipes técnicas e operadores.

Técnicos da Primo's Soluções Elétricas realizam um ensaio de medição de tensão de passo e toque em uma usina solar

Por que esse ensaio é importante?

Em sistemas elétricos de maior porte, o risco nem sempre está visível. Uma instalação pode estar operando normalmente e, ainda assim, apresentar condições inseguras em caso de falha, curto-circuito, descarga atmosférica ou defeito de isolamento.

Em uma usina fotovoltaica, por exemplo, existem estruturas metálicas distribuídas por grandes áreas, inversores, transformadores, cabines, eletrocalhas, cercamentos, malhas de aterramento e pontos sujeitos à circulação de equipes de operação e manutenção.

Se o sistema de aterramento não estiver adequadamente projetado, executado ou verificado, uma pessoa pode ser exposta a uma diferença de potencial perigosa apenas ao tocar uma estrutura metálica ou caminhar sobre uma área energizada.

Por isso, o ensaio de tensão de passo e toque não deve ser visto como uma formalidade documental. Ele é uma ferramenta técnica de verificação da segurança real do aterramento.

O que as normas orientam?

A segurança em instalações elétricas deve ser tratada a partir de critérios técnicos, documentação adequada e avaliação dos riscos envolvidos.

No Brasil, a NR 10 estabelece requisitos e condições mínimas para implementação de medidas de controle e sistemas preventivos em instalações e serviços com eletricidade. Isso reforça a importância de avaliar riscos elétricos, manter documentação técnica e adotar medidas de proteção compatíveis com a realidade da instalação.

A ABNT NBR 7117-1 trata da medição da resistividade do solo e da modelagem geoelétrica, etapas importantes para subsidiar projetos de aterramento elétrico. Esses dados ajudam a compreender o comportamento do solo e a dimensionar soluções mais adequadas para a dispersão de corrente.

Já a IEEE Std 80 é uma referência internacional amplamente utilizada para segurança em aterramento de subestações de corrente alternada, abordando práticas, critérios e métodos relacionados às tensões de passo e toque.

Na prática, essas referências ajudam engenheiros, projetistas e responsáveis técnicos a avaliar se a instalação possui condições seguras para operação, manutenção e circulação de pessoas.

Como o ensaio é realizado?

O ensaio de tensão de passo e toque avalia o comportamento do sistema de aterramento em condições simuladas de circulação de corrente pelo solo.

Com instrumentação adequada, são realizadas medições em pontos estratégicos da instalação para identificar diferenças de potencial que poderiam representar risco às pessoas. A análise considera o perfil do solo, a configuração da malha de aterramento, as estruturas metálicas conectadas, os pontos de circulação e as condições operacionais da instalação.

Mais do que coletar dados, o ensaio exige interpretação técnica. O resultado precisa ser analisado dentro do contexto do empreendimento, considerando normas aplicáveis, características do sistema elétrico e possíveis medidas corretivas quando necessário.

Engenheiro da Primo's realizando ensaio de tensão de passo e toque em transformador de usina fotovoltaica

Onde esse ensaio se aplica?

O ensaio de tensão de passo e toque é especialmente relevante em instalações onde há sistemas de aterramento associados a estruturas metálicas, média tensão, grandes áreas energizadas ou circulação de pessoas próximas a equipamentos elétricos.

Entre as aplicações mais comuns estão:

  • usinas fotovoltaicas;
  • subestações;
  • cabines primárias;
  • áreas com transformadores;
  • plantas industriais;
  • sistemas de média tensão;
  • empreendimentos com grande concentração de equipamentos elétricos.

O aterramento em usinas solares é ainda mais importante porque a extensão da área, a quantidade de estruturas metálicas e a exposição a descargas atmosféricas tornam o aterramento um elemento essencial para a segurança do empreendimento.

A relação entre segurança e continuidade operacional

A análise de tensão de passo e toque também tem relação direta com a continuidade operacional.

Quando o sistema de aterramento é negligenciado, os riscos não se limitam à segurança das pessoas. Podem surgir danos a equipamentos, falhas recorrentes, indisponibilidade da operação, necessidade de correções emergenciais e fragilidade documental em auditorias, perícias ou processos de conformidade.

Por isso, empresas que operam sistemas elétricos de maior responsabilidade precisam tratar o aterramento como parte da estratégia de segurança, manutenção e gestão de ativos.

Para conhecer outros serviços relacionados à segurança elétrica, acesse nossa página de soluções. Para ver aplicações práticas em usinas, sistemas fotovoltaicos e soluções de maior complexidade, conheça também o portfólio com soluções executadas pela Primo’s.

Como a Primo’s atua nesse tipo de ensaio?

A Primo’s Soluções Elétricas realiza ensaios de tensão de passo e toque com foco em precisão técnica, segurança e documentação confiável.

A atuação considera as características da instalação, a configuração do sistema de aterramento, os pontos de circulação, os equipamentos envolvidos e os riscos associados à operação. O objetivo é verificar se o sistema está realmente seguro para todos que acessam a área.

Mais do que medir, a Primo’s interpreta os resultados e orienta tecnicamente o cliente sobre a condição do aterramento. Quando necessário, a análise pode indicar correções, adequações ou novas verificações para aumentar a segurança da instalação.

Esse tipo de serviço é especialmente importante para usinas, indústrias, subestações e empreendimentos que precisam manter seus sistemas elétricos seguros, documentados e tecnicamente confiáveis. Saiba mais sobre nossas soluções em laudos, ensaios e diagnósticos elétricos.

Conclusão

A tensão de passo e a tensão de toque são riscos invisíveis, mas tecnicamente mensuráveis. Em instalações de alta complexidade, ignorar esses fenômenos pode comprometer a segurança de pessoas, a integridade dos ativos e a confiabilidade da operação.

O ensaio de tensão de passo e toque permite avaliar se o sistema de aterramento está cumprindo sua função de proteção. Por isso, deve ser conduzido com método, instrumentação adequada e interpretação técnica responsável.

Em usinas solares, subestações e instalações elétricas de maior porte, segurança não deve depender apenas da aparência da instalação. Deve ser comprovada em campo.

Se a sua empresa precisa avaliar a segurança do sistema de aterramento, fale com a nossa equipe e solicite um orçamento técnico.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7117-1: Parâmetros do solo para projetos de aterramentos elétricos — Parte 1: Medição da resistividade e modelagem geoelétrica. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 10 — Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade. Brasília: MTE.

INSTITUTE OF ELECTRICAL AND ELECTRONICS ENGINEERS. IEEE Std 80-2013: IEEE Guide for Safety in AC Substation Grounding. New York: IEEE, 2013.

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